Nos últimos cinco anos, houve dois nomes curtinhos femininos que se destacaram pelo percurso ascendente na lista dos nomes mais registados em Portugal. Falo-vos de Mia e Noa, que para aqui chegarem, tiveram de ultrapassar alguns obstáculos. As estatísticas mostram-nos que os portugueses se inclinam para nomes com mais letras e sabemos que há uma preferência por antropónimos mais comuns e enraizados na nossa cultura, o que não é o caso de nenhum dos dois. De toda a forma, em 2016, Noa foi o nome escolhido para 135 meninas e Mia para 97, o que os coloca, respectivamente, na 59.ª e na 65.ª posição do ranking.
Apesar de tudo o que os une, acho que também têm características que os separam: Mia parece-me mais feminino e doce, enquanto que Noa me remete sempre para um universo celestial, para uma calma que não consigo bem explicar. E também não consigo deixar de o encarar como um nome tendencialmente unissexo, por aproximação a Noah.

